No âmbito do Simave, o que se pretende avaliar – no Proeb e no Proalfa – está descrito nas Matrizes de Referência desses programas, que apresentam os conhecimentos e as habilidades para cada etapa de escolaridade avaliada. Ou seja, elas especificam o que será avaliado, tendo em vista as operações mentais desenvolvidas pelos estudantes em relação aos conteúdos escolares, passíveis de serem aferidos pelos testes de proficiência.
A apresentação comentada das Matrizes de Referência para o Simave, você encontra na seção Entendendo o que é avaliado.
Atendendo à nova proposta da avaliação externa do Simave, foram elaboradas Matrizes de Referência para o 7º ano do Ensino Fundamental e para o 1º ano do Ensino Médio. A elaboração desses documentos fundamentou-se nas Matrizes de Referência do SAEB (7º ano do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio) e na Matriz de Referência do ENEM (1º ano do Ensino Médio), bem como no Conteúdos Básicos Comuns (CBC) e nas orientações curriculares da rede estadual de Minas Gerais.
No ano de 2015, a Matriz de Referência para avaliação de Língua Portuguesa do Proalfa foi reformulada, tendo como objetivo adequar o teste à realidade dos estudantes concluintes do 3º ano do Ensino Fundamental, para os quais se espera que as habilidades iniciais do processo de alfabetização já tenham sido consolidadas. Essa adequação tem, ainda, o objetivo de produzir informações mais ajustadas àquelas produzidas pela Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA).
Na nova Matriz do Proalfa está mantida a maior parte dos descritores que compunham a matriz anterior, razão pela qual não se perde a possibilidade de manter a série histórica construída até aqui. É possível, portanto, estabelecer relações entre as próximas avaliações e aquelas realizadas em anos anteriores.
A fim de que se possa efetivamente acompanhar a evolução da qualidade da educação em um sistema educacional, as avaliações externas têm um papel fundamental. Elas fornecem informações importantes, precisas e qualificadas, para que tanto no âmbito da gestão da rede quanto no trabalho realizado nas escolas e salas de aulas possam ser escolhidas e planejadas as melhores ações para a efetiva aprendizagem dos estudantes.
No entanto, para que essas informações sejam fidedignas, é preciso que os instrumentos utilizados na avaliação externa estejam alinhados com as diretrizes curriculares estabelecidas pelo sistema educacional a ser avaliado.
Nesse sentido, é fundamental a definição de um currículo para a rede. No entanto não basta a existência desse currículo, é necessário que o mesmo oriente o que é ensinado em cada sala de aula. Além disso, para que a avaliação atinja seus objetivos diagnósticos, é preciso que se elabore uma Matriz de Referência pautada nesse currículo, cujo objetivo é definir o que será avaliado nos testes da avaliação em larga escala.
O conceito de Matriz de Referência é próprio da avaliação em larga escala. É um conceito importante e, como dito anteriormente, relaciona-se diretamente com o currículo, mas não pode ser confundido com o mesmo.
O currículo traz os objetivos do ensino e da aprendizagem, os conteúdos e as habilidades a serem desenvolvidas, as metodologias e os processos de avaliação a serem utilizados. É um documento que se relaciona com o ensino e com a aprendizagem em múltiplas dimensões, levando em consideração todas as atividades de caráter pedagógico que as instituições escolares devem exercer. Com isso, a Matriz Curricular não é o objeto, direto, de uma avaliação em larga escala.
A Matriz de Referência, por sua vez, é o objeto que dá origem aos instrumentos dos sistemas de avaliação. É o documento que fornece a direção para o que pode ser avaliado nos testes cognitivos. É a partir dela que os itens dos testes são produzidos. Tendo como fonte a Matriz Curricular, a Matriz de Referência, contudo, é um conjunto delimitado de habilidades e competências tidas como essenciais para cada etapa de escolaridade avaliada. As Matrizes de Referência, portanto, não se referem, diretamente, a conteúdos a serem ensinados, mas, antes, a habilidades e competências a serem desenvolvidas.
4 – A NOVA DEFINIÇÃO DOS PADRÕES DE DESEMPENHO ESTUDANTIL