Entendendo a Escala de Proficiência e os Padrões de Desempenho

Teoria da Resposta ao Item (TRI)

Muitas vezes, você já deve ter se perguntado: o que nos possibilita afirmar, a partir da proficiência de um estudante, o que ele é capaz de realizar em relação a um conteúdo escolar? Como é possível predizer quais habilidades e competências ele já desenvolveu e quais ele ainda não desenvolveu?

As respostas para essas perguntas estão na metodologia utilizada pelas avaliações em larga escala, como o Proalfa e o Proeb. Trata-se da Teoria da Resposta ao Item (TRI). Essa metodologia nos permite colocar, em uma mesma escala (régua), os itens e as habilidades dos estudantes. A partir de pré-testes, definimos a proficiência dos itens e a dos estudantes também, o que nos possibilita alocá-los, conforme a sua proficiência, em um ponto da régua, em geral, numerada de 0 a 500 (Proeb) ou de 0 a 1000 (Proalfa).

No gráfico a seguir, você pode entender melhor. Selecione um dos estudantes e compreenda esse conceito.

Mas, afinal, o que é, de fato, a Escala de Proficiência? Como podemos entendê-la?

 

A Escala de Proficiência pode ser compreendida como uma espécie de régua em que são apresentados os resultados de um teste de larga escala. Nessa régua (escala) os valores obtidos nos testes são ordenados e categorizados em intervalos ou faixas que indicam o grau de desenvolvimento das habilidades para os estudantes que alcançaram determinado nível de desempenho. Ou seja, ao posicionarmos itens e estudantes nessa mesma escala, podemos obter informações importantes a respeito do desenvolvimento das habilidades avaliadas, as quais são essenciais para o sucesso dos estudantes em sua vida escolar e cidadã.

Pedagogicamente falando, cada nível da escala corresponde a diferentes características de aprendizagem: quanto maior o nível (posição) na escala, maior probabilidade de desenvolvimento e consolidação da aprendizagem. O objetivo da Escala de Proficiência é, portanto, traduzir medidas em diagnósticos qualitativos do desempenho escolar. Trata-se de um importante instrumento para o trabalho do professor em sala de aula, uma vez que é possível identificar as habilidades não desenvolvidas pelos estudantes em relação às disciplinas avaliadas e, a partir daí, planejar e executar ações, mais precisas, conforme a necessidade de cada um.

Para uma melhor compreensão, vamos conhecer a estrutura da Escala de Proficiência de Língua Portuguesa e três possibilidades de fazer a sua leitura (exemplo relativo ao 9º ano do Ensino Fundamental):


Note que quanto mais à direita da escala estiver o estudante, maior a sua proficiência, o que significa inferir que já foram desenvolvidas habilidades mais complexas do que aquelas avaliadas e, portanto, esse estudante possui maior probabilidade de acertar itens mais difíceis e de habilidades mais complexas.

Outra possibilidade que a Escala de Proficiência nos dá, é analisar os resultados do Proalfa e do Proeb, por meio dos Padrões de Desempenho. Mas, o que são os Padrões de Desempenho?

Padrões de Desempenho